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Do sol co'a primavera,
No seio de uma flôr.

Do paço de verdura
Transpõe-me esses humbraes;
Contempla a architectura
Dos verdes palmeiraes.

Esquece o ardor funesto
Da vida cortezã;
Mais vai que o teu Digesto
A rosa da manhã.

Rosa... que se enamora
Do amante colibri,
E desde a luz da aurora
Os seios lhe abre e ri.

Mas Zephyro bregeiro
Oppõe ao beija-flôr
Embargos de terceiro
Senhor e possuidor.

Quer este possuil-a,
Tambem o outro a quer.