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Página:Ultimos Sonetos.pdf/19


PRÊSA DO ÓDIO


Da tu'alma na funda galeria
Descendo ás vezes, eu ás vezes sinto
Que como o mais feroz lobo faminto
Teu ódio baixo de alcateia espia.

Do desespero a noite cava e fria,
De bohemias vis o pérfido absyntho
Poz no teu ser um negro labyrintho,
Desencadeou sinistra ventania.