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Página:Ultimos Sonetos.pdf/51


LIVRE!


Livre! Ser livre da materia escrava,
Arrancar os grilhões que nos flagellam
E livre, penetrar nos Dons que séllam
A alma e lhe empréstam toda a ethérea lava.

Livre da humana, da terrestre bava
Dos corações damninhos que regélam,
Quando os nossos sentidos se rebéllam
Contra a Infamia bifronte que deprava.