Não se perde nada à mesa

— Mamãe, tu podes dar-me um bom bocado
de cozido, pois não?
— Meu filho, sabes bem
que quem pedir à mesa nada tem.
Oh! não peço mais nada, estou calado.
— Pois sim, mas tira a mão
do saleiro, não posso adivinhar
para que queres sal, Valentinzinho!
— Mamãe, é para a carne com toucinho,
que eu não pedi, mas sei que me vais dar.

Esta obra entrou em domínio público no contexto da Lei 5988/1973, Art. 42, que esteve vigente até junho de 1998.


Caso seja uma obra publicada pela primeira vez entre 1929 e 1977 certamente não estará em domínio público nos Estados Unidos da América.