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DA FRANÇA AO JAPÃO

mais pobre, e de cuja circulação mais lenta resulta atraso para suas artes e sciencias.

Será esta a justa explicação da decadencia dos antigos povos, outr’ora capazes de grandes commettimentos, como demonstrão seos monumentos, e hoje, apologistas empedernidos das velhas instituições, e intolerantes sectários da escola de Epicuro?

De certo, esta causa não se opporia á marcha triumphante da civilisação moderna se, em nome do seo mais forte baluarte, a liberdade, ambiciosas nações não excogitassem perfidas ardilezas para assenhorearem-se das riquezas das mais fracas e constituirem-se, pela força ou astucia, arbitros supremos de seos destinos.

E, já que fallamos do Egypto, não será sem interesse lembrarmo-nos da influencia que a politica da altiva Inglaterra exerceo sobre o destino deste paiz.

Impondo seos tratados de commercio com as bocas dos canhões; justificão a violência, negando a qualquer estado a direito de permanecer fóra da communhão social; porém, se n’estes tratados, fossem attendidas as condições de vida de cada povo e não concebidos para exclusiva protecção ao commercio inglez, estamos convictos, de que não veriamos os portos dos paizes humilhados, transformados em theatros de rapinas, dignos dos Alaricos e dos Atilas, porém que nos modernos tempos têm por autores, philantropicos diplomatas; não, como aquelles, montados em seos indomaveis cavallos e apoiados na força do seo braço, porém defendidos pela inviolabilidade de suas pessoas, sempre recebidas com as honras e as festas.

E quando seos bons officios são recusados por algum governo patriotico e sagaz que comprehende as intenções da philantropica Inglaterra, as festas publicas, feitas em honra dos seos hospedes, são seguidas de lucto ou do miseria; e não raras vezes, populações indefezas forão assassinadas pelos soldados deste tão preconisado paiz que, assim, preferião