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A Teresa
por Luís Delfino
Publicada em Rosas Negras.


Teresa! e este sagrado nome é um grito
Que a alma toda atravessa, e o pensamento,
E o oceano em luta, e a vaga atrás do vento,
E a sombra vasta e longa do infinito;
 
Tudo enche. — Ergo-lhe um templo de granito,
Um panteão eterno, um monumento,
Que eu só vejo ir subindo, e acabo, e atento
A mole abraço, e o olhar na escrava fito.
 
É dela. — Luz-me em resplendor de Santa:
Viu-me nascer, e amou-me de maneira
Que em mim criou o amor, que o amor levanta;
 
Dela a saudade, em minha vida inteira,
Como uma árvore, acesa em ninhos, canta,
E, como um vale aberto em flores, cheira.