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Archivo nobiliarchico brasileiro/Cordeiro (Lopo Diniz)

Archivo nobiliarchico brasileiro
José Smith de Vasconcelos e Rodolfo Smith de Vasconcelos
Cordeiro (Lopo Diniz)


CORDEIRO. (Lopo Diniz).

Nasceu a 14 de Abril de 1834 na freguesia de N. S. da Conceição de Manbucaba, municipio de Angra dos Reis, Provincia do Rio de Janeiro.

Filho do Capitão Antonio Cordeiro da Silva Guerra, natural de Guaratinguetá, S. Paulo, fallecido a 10 de Agosto de 1866, e de D. Henriqueta de Albuquerque Diniz, nascida a 30 de Desembro de 1814 e fallecida no Rio de Janeiro a 16 de Novembro de 1886, filha do Coronel Joaquim da Silva Diniz, que casou a 26 de Setembro de 1812 com D. Maria José de Alencastro Albuquerque, nascida a 10 de Desembro de 1795, que era filha do Capitão João Baptista Sant′Lago Roballo Pacheco da Silva, natural da Bahia, o qual provando sua ascendencia obteve carta de Brazão, passada a 13 de Outubro de 1795, com as armas dos Pachecos, Sant′Lagos Roballos e Silvas, tendo casado na Bahia, a 5 de Junho de 1792, com D. Clara Magdalena de Albuquerque, filha de Pedro de Albuquerque da Camara, natural da Bahia, Fidalgo Cavalleiro por Alvará de 12 de Desembro de 1737.

Casou em 31 de Maio de 1862 com D. Maria de Nazareth de Araujo Basto; filha do Coronel Antonio Rodrigues de Araujo Basto, Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da do Cruzeiro, e de D. Emilia Candida Vianna.

É Bacharel em sciencias juridicas e sociaes pela Faculdade de S. Paulo (1856), e em lettras pelo Imperial Collegio D. Pedro II em 1851; Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial (1870); Cavalleiro da Imperial Ordem da Rosa (1874); Cavalleiro da de Christo, de Portugal (1870), e Commendador da Ordem de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, em 1875; Conde de Diniz Cordeiro, por Breve Apostolico de S. S. Leão XIII, de 1892. É o mais antigo advogado no fôro do Rio de Janeiro, onde trabalha desde 1856.

Seu filho Heitor Basto Cordeiro, natural da cidade do Rio de Janeiro, onde nasceu a 17 de Fevereiro de 1865 e falleceu a 1 de Fevereiro de 1908; casou, na dita cidade, a 6 de Maio de 1893, com D. Francisca Carolina Smith de Vasconcellos, que nasceu no Rio de Janeiro a 12 de Julho de 1875, filha primogenita dos 2os Barões de Vasconcellos. Era Bacharel formado em sciencias juridicas e sociaes pela Faculdade" de Pernambuco; formado em 26 de Setembro de 1885, Moço Fidalgo com Exercicio na Casa Imperial, Official da Imperial Ordem da Rosa por decreto de 22 de Desembro de 1888, e Cavalleiro da Real Ordem de Christo, de Portugal.

BRAZÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro, as armas dos Pachecos, — em campo de oiro, duas caldeiras de negro, com tres faxas cada uma, veiradas de oiro e contraveiradas de vermelho, e assim as azas; e nos encaixes quatro cabeças de serpes, negras, duas para dentro e duas para fóra. No segundo quartel, as dos Santiagos, — em campo de prata um pendão, que é metade azul e outra metade sanguinha, haste vermelha segura por duas maõs de sua cor cortadas e distilando sangue. No terceiro quartel, as dos Roballos, — em campo azul um roballo de prata entre duas estrellas de oiro. No quarto, as dos Silvas, — em campo de prata um leão de purpura armado de azul. E no meio um escudete com as armas dos Albuquerques, que são esquartetadas: no primeiro e quarto as armas de Portugal com seu filete e contrabanda acostumada, no segundo e terceiro vermelhos, cinco flôres de liz de oiro em aspa. Timbre: uma aza de aguia extendida, e sobre ella as cinco flôres de liz das armas; e por differença uma brica azul com um farpão de prata. (Brazão passado em 15 de Fevereiro de 1866. Reg. no Cartorio da Nobreza, Liv. VI, fls. 70). COUTINHO. (Balthazar Rangel de Souza).

Natural da freguesia de S. Salvador do Mundo da Guaratiba, bispado do Rio de Janeiro, Capitão, Cavalleiro professo na Ordem de Christo.

Filho do Doutor Miguel Rangel de Souza Coutinho, natural da dita freguesia, ao qual se passou brazão de armas das mesmas familias a 3 de Março de 1727, e de D. Helena da Cruz Freire. Neto paterno de Julião Rangel de Souza, e de D. Maria Josepha Pereira de Mariz, e pela parte materna do Capitão Bento Figueiroa Bravo, e de D. Josepha Freire. Bisneto do Capitão Balthazar Rangel de Souza, e de D. Angela de Mendonça. Terceiro neto de Vasco Fernandes Coutinho, senhor e donatario da Villa e Capitania do Espirito-Santo; cujos netos na Côrte de Lisboa lograram os titulos de Almotaceis-Móres do Reino, e a dita D. Angela de Mendonça era filha de Francisco de Souza Coutinho, que era segundo neto de D. Jorge de Souza, irmão de D. Antonio de Souza, Conde do Prado. Terceiro neto pela parte materna do Capitão Constantino Machado Sampaio, e de D. Josepha da Silva e Mariz Pereira, filha de Duarte Sodré Pereira, senhor de Aguas-Bellas.

BRAZÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro quartel as armas dos Souzas do Prado, que são: escudo esquartelado no primeiro e quarto em campo de prata as cinco quinas de Portugal, no segundo e terceiro quarteis, em campo de prata, um leão rompante de vermelho. No segundo quartel as armas dos Coutinhos, — em campo de oiro cinco estrellas vermelhas póstas em santor. No terceiro as armas dos Pereiras, — em campo vermelho uma cruz de prata florida, e vasia do campo. No quarto as armas dos Rangeis, — em campo azul uma flôr de liz de prata, com uma orla de oiro, e nella sete romans verdes com bagos vermelhos. Timbre: dos Souzas, que é um leão rompante vermelho, com uma grinalda florida de verde, e por differença uma brica vermelha com farpão de oiro. (Brazão passado em 17 de Setembro de 1816. Reg. no Liv. I, a fls. 66 do Reg. dos Brazões e armas de Fidalguia do Reino Unido e suas Conquistas).