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Archivo nobiliarchico brasileiro/Motta Maia (Barão, Visconde com grandeza e Conde de)

Archivo nobiliarchico brasileiro
José Smith de Vasconcelos e Rodolfo Smith de Vasconcelos
Motta Maia (Barão, Visconde com grandeza e Conde de)


MOTTA MAIA. (Barão, Visconde com grandeza e Conde de) D.r Claudio Velho da Motta Maia. Nasceu no Rio de Janeiro, a 14 de Abril de 1845.

Falleceu em Juiz de Fóra, Minas Geraes em 7 de Novembro de 1897.

Filho de Manuel Domingos Maia e de sua mulher D. Maria Isabel Velho da Motta.

Casou com D. Maria Amalia Teixeira.

Doutor em Medicina e Cirurgia e lente de Anatomia topographica e operações, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Medico da Santa Casa de Misericordia, e medico particular de S. M. o Imperador, a quem acompanhou em seu exilio e banimento.

Querendo patentear neste «Archivo» a nossa admiração e profundo respeito a um caracter tão nobre, transcrevemos aqui as ultimas palavras do seu elogio historico, publicado no Tomo IX, pag. 475, da Revista do Instituto Historico e Geographico Brasileiro:

«Na hora suprema da desventura do ancião que por meio seculo gerira estas vastas regiões da America, não faltou certamente quem desertasse do seu lado, quem esquecesse o homem, quando acabava o monarcha, quem se appressasse em voltar costas ao throno que desabava, para contemplar o astro novo, que surgia no horizonte da Historia, esquecendo quanto devia ao cidadão que nelle se assentára, mas entre os poucos amigos que o ampararam nessa queda, la estava em primeiro plano o Conde da Motta Maia, que tudo deixando, tudo sacrificando, inclusive a clinica que abandonava, e o lugar da Faculdade que perdia, tudo esquecendo, la seguia o velho amigo ao desterro, banindo-se com elle as aventuras do mundo. Firme sempre ao seu lado, acompanhou-o até o ultimo momento, e só depois de deixar o seu cadaver no tumulo de seus avós, foi que voltou o D.r Motta Maia ao Brasil, a recomeçar como medico o exercicio de sua profissãoº

Pertinaz enfermidade minava-lhe então por sua vez a existencia, debalde buscou alivio indo residir em Petropolis, seguindo depois para Minas, e por fim em Juiz de Fóra, findou seus dias. Em reconhecimento a esta dedicação desinteressada e nobre, o Instituto Historico acclamou o Conde de Motta Maia seu socio honorario, em 1889.

Era Grande do Imperio, medico da Imperial Camara, Moço Fidalgo com exercicio da Casa Imperial, Commendador da I. Ordem de Christo do Brasil e de Portugal, da O. de Leopoldo, da Belgica, da Ernestina da Casa Ducal de Saxe Coburgo Gotha e da do Leão de Zähringen do Grão Ducado de Baden.

CREAÇÃO DOS TITULOS: Barão por decreto de 6 de Fevereiro de 1886. Visconde com grandeza por decreto de 20 de Junho de 1887. Conde por decreto de 8 de Agosto do 1888.