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Archivo nobiliarchico brasileiro/Silveira (D. Francisco Balthazar da)

Archivo nobiliarchico brasileiro
José Smith de Vasconcelos e Rodolfo Smith de Vasconcelos
Silveira (D. Francisco Balthazar da)


SILVEIRA. (D. Francisco Balthazar da).

Nasceu na Bahia a 20 de Junho de 1807.

Falleceu no Rio de Janeiro a 27 de Fevereiro de 1887.

Filho de D. Luiz Balthazar da Silveira, Coronel reformado da 1º Linha do Exercito; Cavalleiro da Ordem de S. Bento de Aviz; e de D. Joanna Maria de Araujo. Neto de D. Carlos Balthazar da Silveira, Brigadeiro Exercitos; Commandante do Regimento da Bahia; e de D. Anna Michaela Joaquina da Silveira. Bisneto de D. Luiz Thomé da Silveira. Terceiro neto de D. Braz Balthazar da Silveira (N. 3 de Fevereiro de 1674, F. 7 de Agosto de 1751), Senhor de S. Cosmada, na Comarca de Lamego; Commendador de Ranhados, e das mais commendas que teve seu Pae; Mestre de Campo General; Conselheiro de Guerra, Governador e Capitão General de S. Paulo; Governador das armas da Beira; e de D. Joanna Ignez Vicencia de Menezes, filha de Aleixo de Souza da Silva, 2º Conde de Sant′Iago. Quarto neto de D. Luiz Balthazar da Silveira (N. 5 Agosto de 1647, F. 18 de Janeiro de 1737), Veador da Rainha D. Maria Anna d′Austria, Commendador de S. Thomé de Corrilhão, S. Cosme e Damião de Garfe, Santo Estevão de Oldroens, S. Thomé de Penalva, S. Vicente de Figueira, da Ordem de Christo, e de sua mulher D. Luiza Bernarda de Lima (F. 14 de Fevereiro de 1737).

Bacharel em sciencias juridicas e sociaes pela Faculdade de S. Paulo em 26 de Outubro de 1832, tendo feito os primeiros estudos de direito em Coimbra. Era do Conselho de S. Magestade, e Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial.

Abraçou a carreira da magistratura, subindo até o Supremo Tribunal de Justiça, onde trabalhou até Novembro de 1886 quando foi aposentado por ter mais de 75 annos de idade e 50 annos de serviços, segundo a lei então vigente.

Quiz o governo Imperial, por esta occasião dar-lhe um titulo nobiliarchico; mas D. Francisco ponderou, que não possuia meios sufficientes para manter o brilho de ostentósa posição, e, contentando-se com a nobreza que lhe vinha dos illustres avos e de sua velha ascendencia portuguesa, só acceitou a Grã-Cruz da Ordem de Christo.

Foi Deputado á Assembléa Geral pela Provincia do Maranhão, na 9ª legislatura de 1853-1856, e socio do Instituto Historico e Geographico Brasileiro.

BRAZÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro e quarto quarteis as quinas de Portugal; no segundo e terceiro as armas de Leão. Timbre: um leão das armas. (Brazão passado em 5 de Agosto de 1854. Reg. no Cartorio da Nobreza, Liv. VI, fls. 14).