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Ave Real, que a esphera demandando

(Ave Real, que a esphera demandando)
por Francisco Álvares de Nóbrega
Poema agrupado posteriormente e publicado em Rimas (1804)




Ave Real, que a esphera demandando,
Sôbre o Clima Britanno o vôo erguias,
E de perto a tractar co’ os astros ias,
Leis infalliveis a seu giro dando;

Bem-merecidas lagrimas soltando,
Consente que te orvalhe as cinzas frias,
Pezaroso tambem de que os teus dias
Tão prestes fossem para lá voando.

Já que ao Empyreo, aonde as azas bates,
Ir não posso cingir-te ufano e lêdo
Viçosa rama em fulgidos remates;

Sentido de te ver partir tão cedo ,
(O carpir os Heroes pertence aos Vates)
De cá teu nome entoarei a medo.