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Contra a vulgarização do slogan da autocrítica

Contra a vulgarização do slogan da autocrítica
por Josef Stalin
Artigo originalmente publicado em russo, no jornal Pravda, n. 146 de 26 de Junho de 1928.
Tradução (em inglês) na obra STALIN, J. V. Works. Vol. 11: 1928 - March 1929. Foreign Languages Publishing House: Moscow, 1954, pp. 133-144.
Disponível no Marxists Internet Archive, utilizado para esta tradução colaborativa wikisource.


O slogan da autocrítica não deve ser considerado como algo temporário e transitório. Autocrítica é um método específico, um método Bolchevique de treinar as forças do Partido e da classe trabalhadora como um todo no espírito do desenvolvimento revolucionário. O próprio Marx falava da autocrítica como um método para fortalecer a revolução proletária.[1] Quanto à autocrítica no nosso Partido, suas origens datam da primeira presença do Bolchevismo no nosso país, até sua próprio surgimento enquanto tendência revolucionária específica do movimento operário. Sabemos que tão cedo quanto a primavera de 1904 – quando o bolchevismo não era ainda um partido político independente, mas trabalhava junto com os Mencheviques dentro de um único partido Social-Democrata, – Lênin já chamava o Partido a realizar uma "autocrítica e exposição implacável de suas limitações". Aqui está o que Lênin escreveu em seu panfleto Um passo à frente, dois para trás:

Eles (i.e., os opositores dos Marxistas - J.St.) se regozijam e fazem caretas diante de nossas controvérsias; e, é claro, tentarão pegar passagens isoladas do meu panfleto, que trata dos defeitos e limitações do nosso Partido, e usá-los para seus fins. Os Social-Democratas russos já estão malhados o suficiente na batalha para não serem perturbados por esses alfinetadores e continuar, apesar deles, seu trabalho de autocrítica e implacável exposição de suas próprias limitações,[2] que serão inquestionavelmente e inevitavelmente superadas à medida que o movimento operário cresça. Quanto a esses senhores, nossos oponentes, deixemos que tentem nos dar um quadro do real estado das coisas em seus próprios "partidos" que sequer se aproximem daquele dado pelas minutas do nosso Segundo Congresso![3]

Portanto, tais camaradas estão absolutamente errados ao pensar que autocrítica é um fenômeno passageiro, uma moda destinada a rapidamente deixar de existir como toda moda costuma fazer. Na verdade, autocrítica é uma arma indispensável e permanente no arsenal do Bolchevismo, estando intimamente ligada a próprria natureza bolchevique e com seu espírito revolucionário.

Às vezes é dito que a autocrítica é algo bom para um partido que nunca chegou ao poder e não tem "nada a perder", mas que é perigoso e danoso para um partido que já alcançou o poder, que está cercado por forças hostis e contra o qual uma exposição de suas fraquezas pode ser explorada por seus inimigos.

Isto não é verdade. É até bem falso! Ao contrário, justamente porque os bolcheviques podem ficar se vangloriando pelos sucessos da construção de nosso trabalho, justamente porque os bolcheviques podem errar ao avaliar suas fraquezas e assim facilitar as coisas para seus inimigos, – por todas essas razões, a autocrítica é particularmente necessária agora, depois da subida ao poder.

Sendo o propósito da autocrítica o de revelar e eliminar nossos erros e fraquezas, não fica claro que nas condições de ditadura do proletariado, ela só pode facilitar a luta do bolchevismo contra os inimigos da classe trabalhadora? Lênin levou em conta esses pontos específicos da situação após a tomada de poder bolchevique quando, em abril-maio de 1920, escreveu em seu panfleto Esquerdismo: doença infantil do Comunismo:

A atitude de um partido político para com seus próprios erros é uma das maneiras mais importantes e seguras de se julgar quão sério é o partido e como ele alcança na prática suas obrigações para com sua classe e as massas que labutam. Ao admitir abertamente um erro,[2] determinar os razões dele, analisar as circunstâncias que permitiram que ocorresse, e minuciosamente discutir os meios de corrigí-lo. Essa é a marca de um partido sério; esse é o modo que deveria cumprir suas funções, esse é o modo que devia educar e treinar a classe, e então as massas".[4]

Lênin estava mil vezes certo quando disse no décimo primeiro Congresso do Partido, em março de 1922:

O proletariado não tem medo de admitir que isto ou aquilo ocorreu de maneira esplêndida em sua revolução, e que isto ou aquilo não ocorreu. Todos partidos revolucionários que até aqui pereceram o fizeram porque se tornaram presunçosos, foram incapazes de ver onde residia sua força e tinham medo de falar sobre suas fraquezas.[2] Mas nós não pereceremos, pois não temos medo de falar sobre nossas fraquezas e vamos aprender a superá-las.[5]

Só há uma conclusão: que sem autocrítica não pode existir educação verdadeira do partido, da classe e das massas; e sem educação verdadeira do Partido, da classe e das massas, não pode haver Bolchevismo.

Porque o slogan da autocrítica adquiriu importância especial justo agora, nesse particular momento da história, em 1928?

Por causa da crescente intensificação das relações de classe, tanto na esfera interna como externa, que está ofuscantemente mais clara agora do que estava há um ou dois anos atrás.

Porque as atividades subversivas dos inimigos de classe do Governo Soviético, que utilizam nossas fraquezas, nossos erros, contra a classe trabalhadora de nosso país, estão ofuscantemente mais claras agora do que estavam há um ou dois anos.

Porque não podemos e não devemos permitir que as lições do caso Shakhty e as "manobras de aquisição" dos elementos capitalistas no interior, somados aos nossos erros em planejamento, passem ignorados.

Se quisermos fortalecer a revolução e encarar nossos inimigos plenamente preparados, devemos nos livrar dos nossos erros e fraquezas o mais rápido possível, como revelado pelo caso Shakhty e pelas dificuldades de aquisição de grãos.

Se não quisermos ser pegos desavisados por todo tipo de "surpresas" e "acidentes", para júbilo dos inimigos da classe trabalhadora, devemos expor o quanto antes nossas fraquezas e erros que ainda não foram exposts, mas que sem dúvida existem.

Se nos atrasarmos nisso, estaremos facilitando o trabalho de nossos inimigos e agravando nossas fraquezas e erros. Mas isso será impossível se a autocrítica não for desenvolvida e estimulada, se as enormes massas da classe operária e camponesa não forem incluídos na tarefa de trazer á luz e eliminar nossas fraquezas e erros.

A plenária de abril do C.C. [Comitê Central] e do C.C.C. [União Soviética] estava, portanto, bem certo ao dizer em sua resolução sobre o caso Shakhty:

A principal condição para o cumprimento bem sucedido das medidas indicadas é a efetiva implementação do slogan da autocrítica emitido pelo Décimo Quinto Congresso.[2][6]

Mas para desenvolver a autocrítica, nós devemos primeiro superar numerosos obstáculos no caminho do Partido. Esses incluem o atraso cultural das massas, as forças culturais inadequadas da vanguarda proletária, nosso conservadorismo, nossa "vanglória comunista", e assim por diante. Mas um dos mais sérios obstáculos, se não o mais sério de todos, é a burocracia do nosso aparelho. Estou me referindo aos elementos burocráticos que existem no nosso Partido, governo, sindicato, cooperativa e todas as outras organizações. Estou me referindo aos elementos burocráticos que se fixam nas nossas fraquezas e erros, que temem como praga toda crítica pelas massas, todo controle pelas massas, e que nos impede de desenvolver a autocrítica e nos livrarmos de nossas fraquezas e erros. A burocracia em nossas organizações não devem ser vistas meramente como rotina e papelada. Burocracia é uma manifestação da influência burguesa em nossas organizações. Lênin estava certo quando disse:

[...] Devemos compreender que a luta contra a burocracia é uma luta absolutamente essencial, e que é tão complicada quanto a luta contra as forças dos elementos pequeno-burgueses. Burocracia em nosso sistema de estado se tornou uma moléstia de tal gravidade que é mencionada no posso Programa do Partido, e isso se deve à sua conexão com essas forças elementais pequeno-burguesas e sua ampla difusão.[2][7]

Com tanto mais persistência, assim, deve ser travada a luta contra a burocracia em nossas organizações, se quisermos realmente desenvolver uma autocrítica e nos livrarmos das moléstias em nosso trabalho construtivo. Com tanto mais persistência devemos despertar as vastas massas de operários e camponeses para a tarefa da crítica a partir de baixo, para o controle de baixo, como principal antídoto contra a burocracia.Lênin estava certo quando disse:

"Se queremos combater a burocracia, devemos conseguir o apoio da base," ... pois "que outro meio existe de findar com a burocracia que não seja garantido a cooperação dos trabalhadores e camponeses?"[2][8]

Mas, de maneira a "garantir a cooperação" da grande massa, devemos desenvolver a democracia proletária em todas as organizações de massa da classe trabalhadora, e principalmente dentro do próprio Partido. Se errar nisso, a autocrítica não servirá de nada, uma coisa vazia, mera palavra.

Não é qualquer tipo de autocrítica que precisamos. Precisamos de uma autocrítica que eleve o nível cultural da classe trabalhadora, intensifique seu espírito de luta, fortifique sua fé na vitória, aumente sua força e a auxilie a se tornar a verdadeira dona da nação.

Alguns dizem que, uma vez que haja autocrítica, não precisaremos da disciplina do trabalho, poderemos parar de trabalhar e nos entregaremos a tagarelar um pouquinho sobre tudo. Isso não seria autocrítica, mas um insulto à classe trabalhadora. Autocrítica é necessária não para estilhaçar a disciplina do trabalho, mas fortalecê-la, de modo que essa disciplina de trabalho possa se tornar disciplina consciente, capaz de fazer frente à frouxidão pequeno-burguesa.

Outros dizem que, uma vez que haja autocrítica, não precisaremos mais de liderança, poderemos abandonar o leme e deixar as coisas "seguirem o curso natural". Isso não seria autocrítica, mas uma desgraça. A autocrítica não é necessária para relaxar a liderança, mas fortalecê-la, de modo que se possa converter uma liderança no papel e de pouca autoridade numa liderança vigorosa e realmente autorizada.

Mas existe um outro tipo de "autocrítica", uma que tende a destruir o espírito do Partido, a desacreditar o regime Soviético, a enfraquecer nosso trabalho de construção, a corromper nossos quadros econômicos, a desarmar a classe trabalhadora, e fomentar narrativa de degeneração. Era exatamente esse tipo de "autocrítica" que a oposição de Trótsky estava nos impondo ainda recentemente. Não preciso lembrar que o Partido nada tem que ver com esse tipo de "autocrítica". Não é preciso lembrar que o Partido combaterá tal "autocrítica" com força total.

Uma rigorosa distinção deve ser traçada entre essa "autocrítica", que nos é estranha, destrutiva e anti-Bolchevique, e a nossa, autocrítica Bolchevique, cujo objetivo é promover o espírito do Partido, consolidar o regime Soviético, melhorar nosso trabalho construtivo, fortalecer nossos quadros econômicos, armar a classe trabalhadora.

Nossa campanha pela intensificação da autocrítica começou somente há alguns meses. Nós não temos ainda os dados necessários para uma revisão dos primeiros resultados da campanha. Mas talvez já seja possível dizer que a campanha começa a colher frutos benéficos.

Não se pode negar que a maré de autocrítica começa a subir e espalhar, alcançando a setores cada vez maiores da classe trabalhadora e trazendo-os para o trabalho de construção socialista. Isto é confirmado apenas pelo fato do renascimento das conferências de produção e pelas comissões de controle temporário.

Verdade, ainda existem tentativas de reduzir recomendações verificadas e bem fundadas das conferências de produção e das comissões de controle temporário. Deve-se combater essas tentativas com a maior determinação, visto que seu propósito é desencorajar a autocrítica pelos trabalhadores. Mas há pouquíssimas razões para duvidar que essas tentativas burocráticas não serão completamente varridas pela maré montante da autocrítica.

Nem se pode negar que, como um resultado da autocrítica, nossos administradores executivos começam a ficar espertos, a se tornarem mais vigilantes, a abordar as questões de liderança econômica mais seriamente, enquanto nosso Partido, Soviete, sindicato e todos outros colaboradores se tornam mais sensíveis e responsivos às reivindicações das massas.

Verdade, não se pode dizer que a democracia dentro do partido e a democracia da classe trabalhadora como um todo já estariam plenamente estabelecidas nas organizações de massa da classe trabalhadora. Mas não há razão para duvidar de progressos futuros que serão feitos nesse campo à medida que a campanha se desenrola.

Nem se pode negar que, como resultado da autocrítica, nossa imprensa tenha se tornado mais vivaz e vigorosa, enquanto tais desapegos dos nossos trabalhadores da impressa enquanto orgnizações de trabalhadores e correspondentes de vilas já estão se tornando uma importante força política.

Verdade, nossa imprensa ainda continua a patinar pela superfície ocasionalmente; ainda não aprendeu a passar dos comentários críticos individuais para crítica mais profunda, e da crítica mais profunda tirar conclusões gerais dos resultados da crítica e esclarecer quais conquistas foram obtidas no nosso trabalho construtivo como resultado da crítica. Mas dificilmente duvidamos que avanços serão feitos nesse campo enquanto a campanha prossegue.

Entretanto, juntamente com esses aspectos positivos da nossa campanha, é necessário notar alguns negativos. Estou falando daquelas distorções do lema da autocrítica que já ocorreram no início da campanha e que, se não se resistir de uma vez, podem permitir o perigo de se vulgarizar a autocrítica.

1) Deve-se observar, primeiramente, que alguns periódicos da imprensa estão revelando uma tendência de transplantar a campanha, de um campo de críticas objetivas das limitações na nossa construção socialista, para o campo da indignação ostentosa contra os excessos na vida privada. Isto pode parecer incrível. Mas, infelizmente, é um fato.

Tome o jornal Vlast Truda, por exemplo, órgão do Comitê do Partido Irkutsk Okrug e do Comitê Executivo do Soviete de Okrug (nº 128). Lá você encontrará uma página inteira salpicada de "slogans" ostentosos, como: "Promiscuidade Sexual – Um Vício Burguês"; "Um copo leva a outro"; "Cada um com seus problemas"; "Dormindo com o inimigo"; "Tiro que saiu pela Culatra" e assim por diante. É de se perguntar: o que existe em comum com esses gritinhos "críticos", que são dignos de Birzhovka,[9] e a autocrítica Bolchevique, cujo propósito é melhorar nossa construção socialista? É bem possível que o autor desses itens ostentosos seja um Comunista. É possível que ele esteja queimando de ódio pelos "inimigos de classe" do regime Soviético. Mas que ele se desvia do caminho certo, que vulgariza o lema da autocrítica, e que sua voz não é a da nossa classe, disso não pode haver dúvida.

2) Deve-se observar ainda, que mesmo aqueles órgãos da impressa que, de maneira geral, não estão desprovidos da habilidade de criticar corretamente, mesmo esses ainda estão propensos a fazer a crítica pela crítica, transformando-a num esporte, em alarmismo de sensações. Tome o Komsomolskaya Pravda, por exemplo. Todos sabem dos serviços prestados pelo Komsomolskaya Pravda em estimular a autocrítica. Mas tome-se a última edição deste jornal e olhe sua "crítica" aos líderes do Conselho Central Unificado de Sindicatos – toda uma série de caricaturas inadmissíveis sobre o assunto. Quem, é de se perguntar, precisa de uma "crítica" deste tipo, e que efeito pode-se esperar exceto desacreditar o lema da autocrítica? Qual é o uso de tal "crítica", visto, é claro, do ponto de vista do interesse da nossa construção socialista e não do alarmismo sentimentalista, feito para dar ao filisteu algo para dar uma risadinha em cima? É claro que todas as formas de armamento são exigidas para a autocrítica, inclusive a "cavalaria ligeira". Mas isso significa que a cavalaria ligeira deve se tornar cavalaria de pensamento ligeiro?

3) Deve-se observar, por último, que existe uma tendência inegável por parte de algumas de nossas organizações de transformar a crítica de si em uma caça-às-bruxas contra nossos administradores executivos, numa tentativa de desacreditá-los aos olhos da classe trabalhadora. É um fato que certas organizações locais na Ucrânia e na Rússia central começaram uma constante caça-às-bruxas contra alguns de nossos melhores administradores executivos, os quais a única falha é que não são 100% imunes a erro. De que outra maneira podemos entender as decisões das organizações locais de remover esses executivos de seus cargos, decisões que não tem nenhuma força vinculativa e são obviamente projetadas para difamá-los? Desde quando começamos a passar uma "corte Shemyaka"[10] como autocrítica?

É claro, não exigimos que a crítica seja 100% correta. Se a crítica vem de baixo, não devemos ignorá-la mesmo que seja apenas 5 ou 10% correta. Tudo isso é verdade. Mas isso significa que devemos exigir que administradores executivos sejam 100% imunes ao erro? Existe alguém na criação que esteja imune ao erro em 100%? É tão difícil entender que se leva anos e anos para treinar nossos quadros econômicos e que nossas atitudes para com eles devem ser da mais alta consideração e solicitude? É tão difícil de entender que precisamos de autocrítica não para os fins de uma caça-às-bruxas contra nossos quadros econômicos, mas a fim de melhorá-los e aperfeiçoá-los?

Critique as limitações do nosso trabalho construtivo, mas não vulgarize o slogan da autocrítica e não a transforme em meio para exercícios ostentatórios em temas como "Dormindo com o inimigo", "Tiro que saiu pela Culatra", e por aí vai.

Critique as limitações do nosso trabalho construtivo, mas não coloque em descrédito o slogan da autocrítica e não o use como arma para caça-às-bruxas contra nossos administradores ou quaisquer outros executivos.

E o item principal: não substitua a crítica de massa de baixo por fogos de artifício "críticos" de cima; deixe que as massas operárias venham a ela e demonstrem sua iniciativa criativa ao corrigir nossas limitações e melhorar nosso trabalho construtivo.

Assinado: J. Stalin

NotasEditar

  1. MARX, Karl, O dezoito Brumário de Luís Bonaparte (v. K. Marx and F. Engels, Selected Works, Vol. I, Moscow 1951, p. 228).
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 Itálicos meus — J. Stálin
  3. Ver V. I. Lênin, Works, 4th Russ. ed., Vol. 7, p. 190.
  4. (Vol. XXV, p. 200)
  5. (Vol. XXVII, pp. 260-61)
  6. ver Resolutions and Decisions of C.P.S.U. Congresses, Conferences and Central Committee Plenums, Part II, 1953, p. 390.
  7. (Vol. XXVI, p. 220)
  8. (Vol. XXV, pp. 496 and 495.)
  9. Birzhovka (Birzheviye Vedomosti: Jornal da Bolsa de Valores) – um jornal burguês fundado em São Petersburgo em 1880. Sua venalidade e inescrupulosidade tornaram seu nome sinônimo disso. Ao final de Outubro de 1917 foi fechado pelo Comitê Militar Revolucionário do Soviete de Petrogrado.
  10. "Corte Shemyaka": um julgamento injusto. (De uma história russa antiga sobre um juiz chamado Shemyaka).