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Immortal phalérno
por Cruz e Sousa
Poema agrupado posteriormente e publicado em Ultimos Sonetos (1905).

Quando as Esphéras dá illusão transponho
Vejo sempre tu’alma — , essa galéra
Feita das rosas brancas da Chiméra,
Sempre a vagar no estranho mar do Sonho.

       5Nem aspecto nublado nem tristonho!
Sempre uma doce e constellada Esphéra,
Sempre uma voz clamando: — espéra, espéra,
Lá do fundo de um céo sempre risonho.

Sempre uma voz dos Ermos, das Distancias!
       10Sempre as longinquas, mágicas fragrancias
De uma voz immortal, divina, pura...

E tua bocca, sonhador eterno,
Sempre sequiosa desse azul phalérno,
Da esperança do céo que te procura.