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Juramento à Constituição, prestado pelo governo interino, e pelos oficiais da Câmara da cidade de Angra

Juramento à Constituição, prestado pelo governo interino, e pelos oficiais da Câmara da cidade de Angra


Nós o excelentíssimo Francisco António de Araújo, o ilustríssimo corregedor da comarca, o ilustríssimo desembargador Alexandre de Gamboa Loureiro, o ilustríssimo José Leite Botelho de Teive, o ilustríssimo senhor José Maria Osório, secretário com voto, juramos aos Santos Evangelhos obediência à nossa santa religião católica romana, ao muito alto nosso Rei o Senhor D. João VI, a toda a sua real família, às Cortes de Lisboa, e à Constituição que delas vai resultar; e também juramos governar estas ilhas dos Açores pelas leis do reino de Portugal, na forma que nos foi determinado pelas Cortes, e assinamos — Francisco António de Araújo — João Bernardo Rebelo Borges — Alexandre de Gamboa Loureiro — José Leite Botelho de Teive — José Maria Osório Cabral. — E não assinaram o ilustríssimo e excelentíssimo bispo diocesano, e o coronel José Francisco do Canto e Castro, por não estarem presentes.

E logo o senado da Câmara presente, composto do ilustríssimo doutor juiz de fora Eugénio Mascarenhas Grade, o ilustríssimo Francisco Moniz Barreto do Couto, o ilustríssimo Alexandre Martins Pamplona Corte Real, o ilustríssimo Francisco de Menezes Lemos e Carvalho, estes dois últimos por serem chamados na falta dos actuais, e Tomás José da Silva, procurador do concelho, também chamado pela mesma razão, e os mesteres presentes actuais, Joaquim Homem, serralheiro, José Ferreira, marceneiro, e Manuel Joaquim, barbeiro, juramos aos Santos Evangelhos obediência à nossa santa religião católica romana, ao augustíssimo Senhor D. João VI nosso legítimo rei a toda a sua real família, às Cortes que se estão celebrando em Lisboa, e à Constituição que deitas vai resultar; também juramos obediência à Junta Provisória do Governo Supremo destas ilhas dos Açores, instalada para nos governar pelas leis de Portugal interinamente, até a resolução das Cortes; e assinámos. — Eugénio Dionísio Mascarenhas Grade — Francisco Moniz Barreto do Couto — Alexandre Martins Pamplona Corte Real, Francisco do Menezes Lemos e Carvalho, Tomás José da Silva, Joaquim Homem, José Ferreira, Manuel Joaquim Maciel. E logo a fidalguia, nobreza, homens bons e mais pessoas abaixo assinadas, juraram na mesma conformidade. — Eugénio Dionísio Mascarenhas Grade — Francisco Moniz Barreto do Conto — Alexandre Martins Pamplona Corte Real — Francisco de Menezes Lemos e Carvalho — Tomás José da Silva — Joaquim Homem — José Ferreira — Manoel Joaquim Maciel.[1]

NotasEditar

  1. Neste ponto, o texto em Anais da Ilha Terceira é interrompido pela nota (Seguem muitas assinaturas das três classes, da nobreza, clero e povo.)