Esse cornóide deus funambulesco
Em torno ao qual as Potestades rugem,
Lembra os trovões, que tétricos estrugem,
No riso alvar de truão carnavalesco.

De ironias o mômo picaresco
Abre-lhe a bocca e uns dentes de ferrugem,
Verdes gengivas de ácida salsugem
Móstra e parece um Satyro dantesco.


Mas ninguem nóta as coleras horriveis,
Os chascos, os sarcasmos impassiveis
Dessa estranha e tremenda Magestade.

Do tôrvo deus hediondo, atroz, nefando,
Senil, que embóra rindo, está chorando
Os Noivados em flôr da Mocidade !