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Nachgefühl
por Luís Delfino
Publicada em Rosas Negras.


Oh! como eu te amei sempre!... Eu bem sabia
Que era meu coração tão nobre e rico,
Que este velar por ti de noite e dia
Dava o amor fraternal, que te dedico.

Unir-te mais a mim tentei. — Queria
Um outro amor, e tudo sacrifico;
Igualou teu desdém à cobardia:
Quis um pouco de ti, sem nada fico.

Mas quando te sentires velha e gasta,
Vendo que para a vida o oiro não basta,
De mim te hás de lembrar, mas tarde então;

E talvez vás chorar-me, oculta, à porta,
Quando eu for indo, como folha morta,
Na torrente dos dias que se vão...