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No dicterion
por Luís Delfino
Publicada em Rosas Negras.


Péricles rindo e amigos vão às Cenas
Loucas da noite, em busca da hetaira.
Mesclam aos sons do kin, crotais e lira,
De Minerva e dos mais canções obscenas.
 
Solta a túnica verde, que condenas,
De um grande lírio o leito Amor cobrira,
Igual àquela, que na espuma abrira,
E abriu nas pedras imortais de Atenas.
 
De pé nos largos ombros dos desejos,
Que asas de águia medindo os sóis semelha,
Chegavam dela à boca... Inda hoje vejo-os.

Ao sair do triclínio, a tez vermelha,
Ébrios, que ebriam mais e enturvam beijos,
Que os teus vinhos, Ligúria, e os teus, Marselha.