O Mandarim/Prólogo

O Mandarim por Eça de Queirós
Prologo
 
PROLOGO
 
1º AMIGO (bebendo cognac e soda, debaixo d’arrores,
n’um terraço, á beira d’agua)
 

O Mandarim (1889) - Letra capitular C.png

amarada, por estes calores do estio, que embotam a ponta da sagacidade, repousemos do aspero estudo da Realidade humana... Partamos para os campos do Sonho, vaguear por essas azuladas collinas romanticas onde se ergue a torre abandonada do Sobrenatural, e musgos frescos recobrem as ruinas do Idealismo... Façamos phantasia!...
 
2º AMIGO
 

Mas sobriamente, camarada, parcamente!... E como nas sabias e amaveis Allegorias da Renascença, misturando-lhe sempre uma Moralidade discreta...

 
(Comedia inedita).
 
O mandarim (1889) - Arabesque 03.png