a carne
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lhe a mão. Ela deixava-o fazer, acceitava-lhe o auxilio, não porque se sentisse fraca, porque precisasse; mas para dar-lhe a elle o papel de forte, de protetor. Achava uma delicia inefavel em ser mulher para que Barbosa fosse homem. A voz mascula, doce, de Barbosa acariciava-lhe o ouvido, acalentava-lhe o cerebro, envolvia-a em uma como athmosfera de harmonia e amor.

Insensivelmente, sem darem fé da distancia chegaram à casa.

Esperava-os na porta o coronel.

— Com que então não foi difícil encontrar a Lenita, gritou ele.

E atentando na caça: Deixa ver isso, rapariga! Ih! que razoura! No matto não ficou passaro! Esta menina! Olhe, você devia ter nascido homem... e quem sabe se você não é mesmo homem?

Lenita córou até ás orelhas.