flores, prometidas pela salvação de uma aluna, que estivera às portas da morte.

Uma conversa simples, em dois minutos, foi como bálsamo para o espírito fatigado do negociante.

Demais, ele achou bonito, comovedor aquilo: uma criança às portas da morte, duas religiosas, um ramo de flores e a visão de uma ermida sobre o mar...

Quando Francisco Teodoro chegou à casa, as suas filhas gêmeas, Raquel e Lia, brincavam na chácara. Ao vê-lo abrir o portão, as crianças atiraram-se para ele, que mal lhes passou os dedos pelos cabelos; elas também pouco se detiveram e Teodoro atravessou o jardim.

O seu palacete era um dos mais lindos de Botafogo. No centro de um parque, ele erguia os seus balcões por entre palmas estreladas de coqueiros e copas de árvores bem escolhidas. Aquilo não fora obra sua; tinha comprado a vivenda a um titular de gosto, cuja ruína o obrigara a hipotecá-la quando a construção ia em meio e a vendê-la logo depois de concluída.

A esquerda, uma escada de pedra, ladeada por uma grade florida, conduzia ao terraço alpendrado do andar superior, onde