Cruz da I. Ordem de Christo, e de N. S. da Conceição de Villa Viçosa, de Portugal, socio do Instituto Historico e Geographico Brasileiro, etc., etc.

BRAZÃO DE ARMAS: Em campo[1] azul, uma asna de prata acompanhada, em chefe, de duas estrellas de oiro e em ponta, de uma palmeira do mesmo, posta em um monte de sinople. Divisa: Consilium in providendo, celeritas in conficiendo. (Brazão passado em 22 de Julho de 1864. Registrado no Cartorio da Nobreza Liv. VI, fls. 63).

CORÔA: A de Conde.

CREAÇÃO[2] DO TITULO: Visconde com grandeza por decreto de 2 de Desembro de 1854.



ABIAHY. (Barão de) Silvino Elvidio Carneiro da Cunha.

Natural da Provincia da Parahyba, onde nasceu em 31 de Agosto de 1831, e falleceu a bordo do vapor Olinda, pouco antes de chegar ao Recife, em 8 de Abril de 1892.

Filho de Manuel Florentino Carneiro da Cunha.

Bacharel em direito pela Faculdade de Olinda em 1853, foi Presidente das Provincias do Maranhão, do Rio Grande do Norte, da Parahyba e de Sergipe. Inspector da Alfandega da Parahyba, Deputado Provincial desde 1855 até 1870 na Provincia da Parahyba do Norte. Delegado de Policia, Promotor Publico e Secretario do Governo, foi tambem Director da Instrucção Publica e Procurador Fiscal da Fazenda, nessa Provincia. Foi Inspector das Alfandegas da Parahyba, de Manáos e do Maranhão.

Era membro do Instituto Historico e Geographico de Pernambuco, Official do Merito Agricola e da Legião de Honra da França e Commendador da Imperial Ordem da Rosa e da de Christo. Era Fidalgo Cavalleiro da Casa Imperial.

BRAZÃO DE ARMAS: Escudo esquartelado: no primeiro, as armas dos Carneiros, — em campo de góles uma banda azul coticada de oiro e carregada de tres flôres de liz de mesmo metal, entre dois car-

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  1. "camp", no texto original; erro tipográfico.
  2. No original, "GREAÇÃO", erro tipográfico.