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livros de poesias, um intitulado Versos, e o outro Marinhas— 1895—1896 em 8.º pequeno, de 71 pp., dividido em Marinhas, Ruinas e Trovas, 1897, Typ. Universal, Fortaleza.

Como os Versos, foram as Marinhas publicadas sob os auspícios dà Padaria Espiritual, associação a que pertencia o autor.


Antonio de Medeiros — Nasceu em Fortaleza a 27 de Fevereiro de 1859, sendo seus paes Francisco Ricardo Bravo Sussuarana e D.ª Marianna Medeiros Sussuarana, que foi irmã do Bispo Manoel de Medeiros e do Dr. Antonio Manoel de Medeiros, dos quaes me occuparei adiante.

Em 1871 transportou-se com a familia para Campos e em 1874 foi para o Rio de Janeiro, cuja Faculdade de Medicina frequentou.

Seduzido por forte inclinação á vida da imprensa, fez-se revisor do Jornal do Commercio e d’0 Paiz, revisor do Diário Official e mediante concurso foi nomeado 2.º e 1.º escripturario da Imprena Nacional.

Dirigia a Tribuna Liberal a convite do Visconde de Ouro Preto, seu chefe e amigo, quando cahiu a Monarchia, e continuou a sustental-a e a defender os vencidos até que o Governo Provisorio fez fechar a typographia.

Partiu então para a Europa e de lá voltando no anno seguinte fundou A Tribuna com os mesmos elementos e a mesma orientação d’A Tribuna Liberal. Esta sua 2.ª empreza egualmente desappareceu ante a perseguição e o assalto insinuados e dirigidos por capangas do Governo. Desta vez o proprietário escapou de ser victima dos esbirros, como o foi um dos operários, o de nome Romariz.

Impossibilitado de viver na Capital Federal, refugiou-se no Estado de S. Paulo donde voltou em 1901. No dito anno fundou o Jornal dos Agricultores, e foi esta uma das faces mais sympathicas por que se revelaram seu talento e seu patriotismo.

A’ 2.ª Conferencia Assucareira, que se reuniu em Re-

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