! )( )M. JOAO VI NO BRAZIL 269


cortezao, a Rainha Dona Carlota d essas scenas "tao pouco

consentaneas a dignidade, aos sentimentos e a civilizac,ao mesmo de uma corte europea"; mas tern pressa de ajuntar, em abono do Rei, "que o seu sequito pessoal, composto de ele- mentos identicos, nunca praticara, de conhecimento d elle, quaesquer violencias para com os estrangeiros" - os quaes, segundo escreve o commerciante Gendrin ( i ) , saudavam sempre o mais affectuosamente e ate estrepitosamente o po pular monarcha.

Por vezes iam bem longe aquellas violencias, justifi- cando que o representante francez, escrevendo para seu go- verno, denominasse o Brazil ce triste pays. A esposa do mi- nistro americano Sumter nee de Lage, informa Maler porventura em cobarde desforgo do acto de seu esposo, foi aggredida a pedradas, que a feriram bastante, ao passar no seu coche por uma rua muito frequentada, sem que se rea- lizasse prisao alguma. D outra feita, o commodoro Bowles, chefe da estacao naval ingleza no Rio da Prata e Mar do Sul, foi posto abaixo as pranchadas do cavallo que montava por ter querido, em companhia do encarregado de negocios do seu paiz, evitar o encontro do coche da Rainha.

Tendo sido apresentada queixa formal ao ministro Thomaz Antonio e havendo-se o commodoro retirado para bordo da nau capitanea - - fragata La Creole - - aguardando satisfagao, mandou Dom Joao VI que os dous cadetes, au- ctores do ultraje juntamente com urn soldado da escolta, fossem a bordo offerecer suas desculpas perante o estado maior reunido, seguindo-se a esta reparacao formal um jan- tar de reconciliacao dado pelo official inglez (2).

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