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Que é tua na vida
No mundo descrida
De ti — mas — tão qu’rida
No amor que acarinha!

E assim vegetando
E sempre regando —
Com ella scismando
Não deixes crestar —
Mas sempre florir
Comtigo a sorrir —
A flôr que no abrir
Quizeste adorar!

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SINTO!


Não são riquesas,
Não é renome,
Não são bellezas
Que me consome —
Trago no peito,
Tão contrafeito,
A amor affeito —
Mui rude nome.

Seja o que fôr —
É um segredo —