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ESPUMAS FLUCTUANTES

De tua aurora a bruma vai fundir-se,
Aguia! faz-te mirar do sol, do raio;
Arranca um nome no febril cantar.
Vem! A gloria, que é o alvo de vis settas,
É bandeira arrogante, que o combate
Embelleza ao rasgar.

O meteoro real — de coma fulgida —
Rola e se engrossa ao devorar dos mundos...
Gigante! Cresces todo dia assim!...
Tal teu genio, arrastando em novos trilhos
No curso audaz constellações de idéas,
Marcha e recresce no marchar sem fim!...

Pernambuco, Santo Amaro — 1867.