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ESPUMAS FLUCTUANTES

Quem abre ao triste um coração paterno?...
É tão bom ter por arvore — uns carinhos!
É tão bom de uns affectos — fazer ninhos!

Pobre orphão! Vagando nos espaços
Embalde ás solidões mandas um grito!
Que importa? De uma cruz ao longe os braços
Vejo abrirem-se ao misero precito...
Os tumulos dos teus dão-te regaços!
Ama-te a sombra do salgueiro afflicto...
Vai, pois, meu livro! e como louro agreste
Traz-me no bico um ramo de... cypreste!

Bahia, Janeiro de 1870.