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ESPUMAS FLUCTUANTES

De sangue enrubesce a terra,
De fogo enrubesce o ar!...
Oh!... mas quem faz que eu não vença?
— O acaso... — avalanche immensa.
Da mão do Eterno suspensa,
Que a idéa esmaga ao tombar!...

Não importa! A liberdade
É como a hydra, o Antheu.
Se no chão rola sem forças,
Mais forte do chão se ergueu...
São os seus ossos sangrentos
Gladios terriveis, sedentos...
E da cinza solta aos ventos
Mais um Graccho appareceu!...

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Dorme, cidade maldicta,
Teu somno de escravidão!
Porém no vasto sacrario
Do templo do coração,
Atêa o lume das lampas,
Talvez que um dia dos pampas
Eu, surgindo, quebre as campas,
Onde te colam no chão.

Adeus! Vou por ti, maldicto,
Vagar nos ermos paúes.