se lhes dá, mas no dia seguinte, como a demora vá continuando, é preciso inventar uma desculpa, e um pai de familia, por muito amor que tenha aos seus filhos, póde não ter tanta imaginação que chegue para cada um d'elles...

Entretanto, os bebés e os adultos vão esperando pelo principesinho que ha de chegar de França n'um bercinho de verga doirada, deitado n'uma almofadinha de sêda, entre rendas e flôres, sobrescriptado para o Paço de Belem.

Já tudo está a postos para o receber. Os condes de Paris esperam, o principe D. Carlos mostra-se impaciente, e a princeza D. Amelia pergunta ás flôres dos jardins de Belem se ellas sabem o motivo por que o principesinho não chega. Nem as flôres, nem o dr. Ravara, nem o dr. Greneau, nem a snr.ª Prévot teem sido capazes de responder a esta pergunta. Passa-se o dia em interrogações no Paço de Belem. De vez em quando ha um rebate falso, é chamada a côrte a toda a pressa, os artilheiros correm a postar-se junto ás peças, as damas de honor principiam a desdobrar as alfaias do enxoval, os sineiros sobem aos campanarios, vai emfim chegar o principesinho, faz-se um grande silencio respeitoso, olha-se para a porta da rua, a sentinella chama as armas...

E o principesinho não chega!

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O dr. Ravara encolhe os hombros, a snr.ª Prévot