Numa e a Nympha
de LIMA BARRETO

(Romance da vida comtemporanea).

LIMA BARRETO é o romancista typo do nosso tempo, no desenhar figuras, scenas e lances.
Nada melhor dirá deste seu trabalho, do que citar os seguintes trechos que caracterisam a obras.

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A noite se fez totalmente. Numa dormiu profundamente as primeiras horas. Tinha os nervos fatigados, todo elle era cansaço e pedia repouso. Dormiu: mas, pelo meio da noite, despertou. Procurou a mulher ao lado. Não a encontrou. Recostou-se. Lembrou-se, porém, da combinação que tinha feito. Teve amor pela mulher, sentiu-a boa e o seu sentimento por ella se separava agora de todo e qualquer interesse, de toda e qualquer ambição.
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Pensou em ir ver a mulher: em ir agradecel-a com um abraço o trabalho que estaca tendo por elle. Calçou as chinellas e dirigiu-se vagarosamente, pé ante pé, até ao aposento onde ella estava. Seria uma surpresa. As lampadas dos corredores não tinha, sido apagadas. Foi. Ao approximar-se, ouviu um cicio, vozes abafadas... Que seria? A porta estava fechada. Abaixou-se e olhou pelo buraco da fechadura. Ergueu-se immediatamente... Seria verdade? Olhou de novo. Quem era? Era o primo...

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