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A invariável convivência matrimonial é coisa muito séria, é a grande razão da corrente infelicidade doméstica, é a causa imediata da fatal desilusão dos cônjuges, mesmo daqueles que se casam por amor legítimo e verdadeiro, como eu me casei; é fonte de inevitável desgraça para a vida inteira, desgraça que os noivos ainda mais agravam, imprudentemente, com os recursos artificiais e hipócritas do namoro, quando aliás a mocidade, a graça natural e o amor deviam ser os únicos agentes da atração que os ajunta e abrocha.

Quando um moço, ou uma moça, quer casar, qual é o seu primeiro cuidado? — Enfeitar-se; ou melhor — disfarçar-se.