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Ao despontar de sol estávamos já á raiz da serra. Levávamos farnel e um criado para tomar conta dele. Deixamos na cocheira daquele ponto o carro que nos conduziu até aí, e tomamos, para subir a formosa cordilheira, uma vitória de dois lugares, onde eu iria com César, e em cuja boléia o criado se arranjaria com o farnel. Palmira e Leandro tinham, prontos à sua espera, dois cavalos escolhidos.

Era outubro, e a manhã saíra-nos encantadora. Foi deliciosa a subida até o alto da serra, por entre as vegetações e os penhascos da estrada, ao primeiro transbordamento do dia. A quaresma e a sucupira abriam já, na sombra azul das matas, flores roxas e amarelas. Inebriava o espírito a deslizar suavemente naquele vasto recender de aromas resinosos, ao hino matinal dos campos, que se iam, ainda mal acordados dos seus sonhos cor de opala, preguiçosamente desnevoando à dourada fulguração da luz nascente.

Não nos quisemos deter na cascatinha, e continuamos a subir para a Floresta.

A Floresta! Ah! quantas recordações não tinha eu desses lugares, onde tantas vezes passeei pelo