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de alívio, se me vinham anunciar que algum amigo, mesmo dos mais insignificantes, estava à minha espera na sala de visitas.

Quantas vezes não detive perto de mim pessoas que o não mereciam, só porque, enquanto estivesse eu com elas conversando, não estaria conversando ou procurando o que conversar, com a minha querida esposa?... só porque, enquanto eu estivesse abrigado naquela visita, não sentiria no meu corpo o calor do corpo de minha mulher, e não lhe sentiria o cheiro penetrante das carnes e dos cabelos!...

E como todo esse contraditório martírio cresceu depois do nascimento do nosso primeiro filho? Como fiquei eu amando moralmente muito mais minha esposa e desejando menos possuí-la como mulher?

Depois do nascimento de Palmira, nunca mais o meu espírito amou minha mulher associado com o meu corpo. Meu espírito continuava a amá-la, como sempre, meu corpo continuava, também como sempre, a unir-se ao dela para o matrimônio; mas o espírito e corpo completamente alheios e separados durante o ato