VALENTIM - Aí é mais difícil. Penso muita coisa e não penso nada. Não sei como avaliar essa outra parte da humanidade extraída das costelas de Adão. Quem pode pôr leis ao mar! É o mesmo com as mulheres. O melhor é navegar descuidadamente, a pano largo.

CARLOTA - Isso é leviandade.

VALENTIM - Oh! minha senhora!

CARLOTA - Chamo leviandade para não chamar despeito.

VALENTIM - Então há muito tempo que sou leviano ou ando despeitado, porque esta é a minha opinião de longos anos. Pois ainda acredita na afeição íntima entre a descrença masculina e... dá licença? a leviandade feminina?

CARLOTA - É um homem perdido, Sr. Valentim. Ainda há santas afeições, crenças nos homens, e juízo nas mulheres. Não queira tirar a prova real pelas exceções. Some a regra geral e há de ver. Ah! mas agora percebo!

VALENTIM - O que?

CARLOTA (rindo) - Ah! ah! ah! Ouça muito baixinho, para que nem as