estava pensativo, e o escudeiro lívido como um morto.

Neste momento ouviu-se um pequeno rumor na entrada da sala; quatro aventureiros parados, imóveis, esperavam uma ordem do fidalgo para se aproximarem.

D. Antônio fez-lhes um sinal; e eles vieram ajoelhar-se a seus pés; -as lágrimas rolavam por essas faces queimadas pelo sol; e a palavra tremia balbuciante nesses lábios pálidos que há instantes vomitavam ameaças:

— Que significa isto? perguntou o cavalheiro com severidade.

Um dos aventureiros respondeu:

— Viemo-nos entregar em vossas mãos; preferimos apelar para o vosso coração do que recorrer às armas para escaparmos à punição de nossa falta.

— E vossos companheiros? replicou o fidalgo.

— Deus lhes perdoe, senhor, a enormidade do crime que vão cometer. Depois que vos retirastes tudo mudou; preparam-se para atacar-vos!

— Que venham, disse D. Antônio, eu os receberei. Mas vós por que não os acompanhais? Não sabeis que D. Antônio de Mariz perdoa uma falta, mas nunca uma desobediência?