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o seu querido padre, e ouvir-lhe a missa num recolhimento íntimo e gozoso. Não escrevia porque, na fazenda das Laranjeiras, só quem dispunha de papel e tinta era o patrão, conforme o Antonico já sabia. Dado o seu recado, o padrinho retirava-se, recomendando muito ao afilhado que obedecesse bem ao senhores padres, que não os contrariasse em coisa alguma, porque só com uma conduta dócil e submissa lhes granjearia a estima e proteção indispensáveis à carreira que ia encetar.

Quando o padrinho saía para não voltar senão depois de seis ou doze meses, Antônio sentia de novo a impressão do isolamento em que caía, e absorvia-se outra vez em pensamentos tumultuosos e divoradores. Meditando as palavras do velho, reconhecia que eram justas e ajuizadas, filhas do bom senso prático, mas o seu temperamento ardente nem sempre lhe permitia adaptar a tais conselhos a sua conduta no Seminário, e apesar do propósito feito de prudência, a levedura de contradição