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- Quem, perde é o tolo do Valadão, forte besta!

As danças interromperam-se por causa do chá. As senhoras retomavam os seus lugares na sala, em linha, nas cadeiras. Os rapazes, amáveis, carregavam xícaras e tomavam as bandejas aos criados para servirem às senhoras. Os músicos, felizes do descanso, bebiam cerveja.

Macário serviu-se de dois bons-bocados, dois pastéis, uma fatia e alguns sequilhos. Não gostava de chá, guardava-se para o chocolate e cogitava no maquiavelismo com que apanharia ao Bernardino mais uma fatia-de-parida, essa coisa fina que lhe proporcionava delicias incomparáveis.

Passou uma criada, o sacristão perguntou-lhe, a meia voz, pelo chocolate.

- Tem, é depois, respondeu, sem parar, a rapariga.

Depois! teria de esperar, e já onze e meia! Paciência, já agora não ia sem tomar o chocolate que lhe prometera o Bernardino, à entrada.