Abrir menu principal


Amazonas. No quintal da Luísa Madeirense um galo cantava batendo com força as asas.

- Já seis horas! repetiu padre Antônio, puxando até o pescoço o lençol da cama, numa sensação de frio e sono. Passara mal a noite, e depois, que lhe importava a hora, pois que nada tinha a fazer naquele dia? O melhor era encostar as janelas e aprontar-lhe o café para as oito horas. Sentia-se cansado e moído, ia talvez cair doente, um grande torpor apoderava-se-lhe do corpo, tinha dores vagas, palpitações, um grande peso na cabeça, o melhor era descansar, já que com isso nada perdia o serviço da paróquia.

Macário insistiu. Eram seis horas dadas, e se os hereges maçons abandonavam a vila ainda havia almas cristãs que precisavam do ministério de S. Rev.ma. A Chica da Beira do Lago, aquela velhinha devota, andava mal de sezões e mandava pedir a S. Rev.ma que a fosse ouvir de confissão à sua casa, visto como a moléstia não lhe permitia vir à igreja. E V. Rev.ma