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e reservada de Macário, não se devia realizar. Não podia haver mais honestidade, nem mais inocente emprego daquele hábil maquiavelismo com que o dotara a natureza.

As circunstâncias tinham-no servido otimamente.

Dois rapazes de um arraial vizinho, no Urubus, alheios à intenção de converter selvagens alimentada por padre Antônio de Morais, haviam trazido à vila uma canoa de lenha; e Macário, numa das suas explorações pela Rua do Porto, vira-os, e fora logo apalavrá-los para o remo, dizendo que se tratava de ir à boca do Guaranatuba. Em seguida Macário fora levar a grata nova ao senhor vigário. Apalavrara dois rapazes do arraial, robustos e bem comportados, um de nome Pedro, o mais velho, e outro João, o mais magro. Eram caboclos legítimos, da tribo maués, ao que pareciam, mas muito boa gente. Estavam prontos a partir quando S. Rev.ma o desejasse, mas ele tomava a liberdade de recomendar a S. Rev.ma que não conversasse muito com os tapuios,