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verão equatorial, numa sonolência mórbida, com o corpo fatigado de repouso e o espírito a vagabundear nas regiões escuras de teorias extravagantes e heterodoxas; a preguiça a tolher-lhe os membros e a fechar-lhe os olhos para não ver o breviário caído relaxadamente abaixo da rede, de capa para o ar e folhas amarrotadas; e o demônio a insinuar-lhe no peito o ardor da concupiscência no olhar provocador e no sorriso desvergonhado da Luísa Madeirense, a passar e repassar pela cerca divisória, cantarolando a Maria Cachucha e levantando bem alto as saias para as não macular na lama do quintal. E a um canto, os olhinhos maus do professor Fidêncio, a perscrutar-lhe os mais íntimos pensamentos, a adivinhar-lhe as fraquezas sob a aparência severa de padre de S. Sulpício, para as estatelar ao comprido numa coluna do Democrata.

Esses pensamentos aumentavam-lhe o mal-estar ocasionado pela crescente sensação de debilidade.

Levantou-se, riscou um fósforo e