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sem ânimo de as balançar no espaço, para não perder nenhum dos beijos vivificantes do sol.

Os sabiás, os corrupiões, os diversos trovadores das selvas amazônicas recolhiam-se à frescura do arvoredo para a modulação dos trenos amorosos no mistério das folhagens. Os macacos, preguiçosos e sonolentos, internavam-se no mato em busca de algum regato cristalino ou, saciados de castanhas, balançavam-se pachorrentamente em delgados cipós. As próprias ciganas arrastavam o grasnar desagradável, como vencidas do cansaço e do silêncio, que lhes não permitia a índole barulhenta e irrequieta. Os peixes tardavam em vir à tona da água, ou boiavam sem ruído, para não interromper a calada do dia. Era intenso o calor.

Padre Antônio acedera suspirando ao pedido contido no aviso do Macário, e dirigira a canoa para a beira, escolhendo lugar para o desembarque. Macário petiscara lume, fizera uma fogueirinha com ramos secos, e assara