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parecera ao seu ardor entusiástico. Já o impacientava a repetição das contrariedades da viagem que lhe tinha feito passar desapercebidas a preocupação do grande objetivo. A sua natureza exaltada e de repentes, irritava-se com os pequenos obstáculos, obrigando-o a desviar o pensamento da elevada missão a que se destinava.

Francamente, pensava, no silêncio daquela noite de desagradável vigília, não seria jamais o temor da morte que o faria renunciar ao seu tio religioso quão humanitário projeto. Estava pronto para arrostar com todos os perigos, naufrágios, fomes, torturas. Confessava-o a si mesmo, sem vislumbre de charlatanismo ou de hipocrisia, sondando a sinceridade do seu coração de moço. Sabia que se expunha a perder-se em pleno rio ou sob a torrente impetuosa de alguma cachoeira, a ser envenenado pelo impaludismo, a ser devorado pelas feras da floresta, esmagado por altas terras ou por cedros gigantescos. Mas passar noites sem dormir, a matar mosquitos, gastando a resignação