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limpa, os taperebás e mangueiras do terreiro, parecendo mais a casa de vivenda dum cacaulista abastado da beira do Amazonas do que a propriedade dum pobre selvagem meio civilizado dos remotos sertões de Guaranatuba. Era local bem escolhido para uma vivenda de recreio, um bom retiro para o tempo dos tracajás e da desova das tartarugas. Os altos castanhais da margem oposta do furo estreito da Sapucaia proporcionavam ao sítio sombra e frescura nos dias de ardente verão, e ofereciam à vista, além da esplêndida vegetação, do sertão amazonense, a maior variedade de flores silvestres e uma fauna riquíssima com pássaros esquisitos e com caças de todos os tamanhos. Veados, antas, tamanduás, lontras, capivaras, caititus, enormes barrigudos e vermelhos caiararas vinham desassombrados beber a água do furo, animados do silêncio e tranqüilidade do lugar, apenas levemente alterado pelo deslizar suave do ubá de João Pimenta. A margem esquerda, em que estava o sítio, formava um contraste,