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entrava pelas juntas mal unidas das portas, com um perfume oriental de nardo, de sândalo e de canela, bebeu uma embriaguez suave que lhe pôs em mal definidas reminiscências o melancólico passado.

- Famoso maçador, o Felisberto, sempre à sua ilharga, deleitando-o com a prosa prolixa e incolor, recheada de latinórios nunca ouvidos! Para onde quer que fosse padre Antônio de Morais, o obsequioso Felisberto ia também, não por desconfiança, que não entrava facilmente naquele cérebro de tapuio, mas por cortesia, talvez por prazer, porque criado à sombra da sotaina, ao perfume das velas de cera ordinária da Matriz de Maués, a vila mundurucua, bebia os ares por coisas e pessoas da Igreja, mostrando-se orgulhoso e satisfeito na companhia dum sacerdote, com o desejo de o ter sempre ao pé de si, de possuí-lo todo para si, no ardor da sua veneração egoística. E não parecia desconfiar, o lorpa, do incêndio que lavrava no coração daquele padre,