Abrir menu principal


em assassinar o velho tuxaua e o Felisberto, e fugir com a Clarinha para o mato, para a amar, debaixo dos castanheiros, sob o sol ardente, à luz esplêndida de um dia de verão, em pleno ar, em plena liberdade, ao som da música dos passarinhos e à face de toda a natureza, que desejava provocar a um desafio insensato. O sonho da carne nua, palpitante à luz do sol, lembrava-lhe aquele trecho de epiderme acetinada e colorida, entrevisto ao chegar, nas formas excitantes da mameluca, e os seus olhos negros e aveludados, cheios de ternura, os cabelos recendentes do cheiro afrodisíaco das mulatas paraenses, e tinha alucinações cruéis... A Clarinha estava ali, sentada na cama, como na véspera, mas despida, só com aquele cabeção indiscreto com que a surpreendera à chegada, e ele, num frenesi agarrava-a pela cintura, atirava-a sobre os travesseiros; cobria-a de beijos loucos, e desfalecia de prazer nos braços da mameluca, embrutecido por um perfume ativo de trevo e de pipirioca.