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Macário, furioso, ouvia as queixas amargas das pessoas desacatadas.

A bordo, Macário foi o primeiro que falou com o vigário de Silves. Era um rapaz alto, de boas cores, cabelos e olhos negros, muito novo ainda. Vestia uma batina nova, muito bonita, e tinha na mão grande chapéu de três bicos, novidade em Silves.

Mas o Macário não podia examinar S. Rev.ma bem à sua vontade. O tombadilho estava cheio de gente, não só passageiros, homens de fraque preto e chapéu de pele de lebre, mulheres de casaquinha branca rendada e saias de lã ou de seda; como ainda marinheiros com largas jaquetas de pano azul e boné de galão. Ora, toda esta gente olhava para os homens da terra, como se estivesse vendo bichos, e tornava-se incômoda afinal. Macário estava em brasas, não por si, afinal era filho de Manaus, duma capital, estava costumado a ver gente, mas pelos companheiros - coitados! que não sabiam como evitar aqueles olhares curiosos e impertinentes!