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cozido, com molho de limão e pimenta, e a sua galinha de cabidela, banhada em louro e açafrão.

D. Eulália, andando da sala do banquete para a improvisada cozinha, enxugando o suor do rosto com a manga do paletó de musselina branca, não se cansava de lhe fazer elogios. Parecia uma boa velha, coitada!

O Neves, enterrando os dedos na grande caixa de rapé, dizia, com a sua cara de carneiro manso:

- Eu, por meu gosto, morava, mas era só na vila. Isto aqui sempre é outra coisa. Há gente com quem conversar, há recursos, vêem-se caras novas. Mas a D. Eulália, coitada! não quer deixar os xerimbabos!

Depois concluía, para convencer os convivas:

- Por isso é que eu aturo o sertão do Urubus. É um sacrifício que a D. Eulália não paga.

A conversação versou sobre a moradia