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mas muito asseada, com um quintalzinho plantado de goiabeiras e de bananeiras, tudo com ar alegre que enchia a alma de bons pensamentos. O Neves Barriga, apesar de condenado a viver ao Urubus, não tinha lá muito mau gosto.

Ao chegarem à sala do jantar, pela porta que dava para o quintal, o vereador João Carlos mostrara o quintal vizinho, e explicara que naquela casa, cujo telhado se avistava por entre as touças de bananeiras, morava uma rapariga, desquitada do marido, uma tal Luísa Madeirense, que se ocupava, para aparentar boa vida, em serviços de engomado. E o capitão Fonseca, intervindo, fizera observar a padre Antônio que da sua sala de jantar fácil lhe era ver, todo o santo dia, a moça a labutar pela vida, indo ao quintal repetidas vezes a estender a roupa ensopada em água de goma a borrifá-la de água pura, a tirá-la da corda para a estender nas bandejas.

Depois acrescentara sorrindo:

- Se o Reverendíssimo precisar duma boa engomadeira,