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«O PRIMO BASÍLIO»

(CARTA A TEÓFILO BRAGA)

 

Newcastle, 12 de Março de 1878

Meu caro Teófilo Braga.

É de você que tenho recebido, depois das minhas duas tentativas de arte, as cartas mais animadoras e mais recompensadoras. É você, como o nosso belo e grande Ramalho, que mais me tem empurrado pra diante. Eu nunca respondi à sua excelente carta sobre o Padre Amaro: contava então ir a Lisboa, e lá conversar largamente consigo: o homem propõe, a ocasião dispõe, — e as poucas semanas, que aí estive passaram, sem nos encontrarmos. Talvez você imaginasse que a sua carta de então me tinha passado sobre o espírito como água sobre guta-percha. Está bem enganado: embebi-me dela. Ela deu-me valor e arranque para me atirar ao Primo Basílio — com a consolação de que vale a pena escrever um livro quando se tem um leitor como você.

A sua última foi para mim um grande alívio.

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