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Página:Parnaso Sergipano (Volume 1).pdf/36

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sylvio roméro




Sublime como tu não fora tanto
A pomba mensageira.
Quando levava ao patriarcha santo
O ramo de oliveira.

Como tu de virtudes adornada,
Filha do céu, quem é?
Mas do que tu só foi a immaculada
Virgem de Nazareth.

Foi a melhor perola e inbutida
No diadema immortal
Que a fronte cinge A’quelle a quem a vida
E’ fonte perennal.

Tu és a nota d’immortal poesia
A’ harpa da crêação;
Na mesma harpa igualmente preludia
O Onmipotente em vão…

_________


III
Desengano
(Fragmento)

Era tudo hypocrisia !
N’alma nem um sentimento
Do verbo que proferira
Proferindo o juramento…
Se um anjo os labios abriu
Para jurar, e mentir
Em nome da divindade ;
Se aquella vestal, tão pura,
Tornou-se, meu Deus, perjura,
Onde é que existe a verdade?