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O amor que se nutre no coração do homem generoso é puro e nobre, leal e santo, profundo e imenso, e capaz de quanta virtude o mundo pode conhecer, de quanta dedicação se possa conceber. Ele o eleva acima de si próprio, e as suas ações são o perfume embriagador desse sentimento, que o anima: mas o amor no peito do homem feroz e concupiscente é uma paixão funesta, que conduz ao crime, que lhe mata a alma e a despenha no inferno.

Tal era o amor que abrasava a alma indômita e malvada de Fernando P. O amor perdera-o. Ele já não sonhava com a vingança; mas começava a sentir alguma coisa, que lhe rasgava o coração. Seriam os espinhos do remorso?

Fernando até ali sopitara esse castigo do céu, e nunca seu sono fora atribulado. Entretanto agora, cada