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Paquita
por Luís Delfino
Publicada em Rosas Negras.


Esta, que aí vês, de face desmaiada,
Que inda está quente, que morreu agora,
Por quem a pobre mãe soluça e chora
E chora o pai, e que inda está deitada

Na mesma cama, em que sofreu, coitada!
A febre grande, a febre, que devora,
E vai sair por essa porta a fora,
De anjo, como foi sempre, amortalhada;

Tinha no olhar profundo uma infinita
Recordação do céu, a que voltava:
Foi sempre meiga, como foi bonita...

Ontem ria... eu a vi, quando chegava...
O doce nome dela era Paquita...
E a casa toda, em lágrimas, gritava...